Todo mundo fala das lideranças. Mas, na prática, o maior desafio hoje está no meio da pirâmide.

Contratar um bom profissional pleno virou uma saga. Não porque falta gente no mercado. Mas porque o mercado não foi feito pra eles.

Uma pesquisa da HAYS com 16 mil empresas na América Latina mostrou que 54% enfrentam dificuldades para contratar profissionais de nível intermediário. Só 7% dizem ter esse problema com cargos seniores.

E o motivo é curioso: as empresas aprenderam a negociar com quem tem mais experiência. Sabem que vão ter que pagar mais, ouvir mais, ceder mais.

Mas quando olham pra um perfil pleno, esperam o pacote completo — alguém com boa bagagem, que aceite um salário mediano, sem muita exigência.

Spoiler: esse perfil não existe.

Ou migrou pra fora. Ou virou PJ. Ou topou uma vaga sênior subvalorizada (até que apareça algo melhor).

O resultado? Projetos travam. Times incham com gente júnior. Crescimento desacelera.

Não é à toa que o gap técnico nas áreas mais quentes — como produto, dados e tecnologia — está cada vez maior. E as empresas continuam contratando o que dá, não o que precisam.

A boa notícia é que esse buraco pode ser preenchido. Mas não com banco de currículos velho, nem com anúncio genérico em plataforma de vagas.

Pleno bom não fica disponível. Ele precisa ser encontrado, abordado e convencido. Com estratégia e clareza.

É isso que temos feito nos bastidores: caçar talento bom, direto na fonte, com menos viés e mais velocidade. E o impacto vem rápido: shortlists em 72h, time rodando e o negócio destravando.

Quem entende isso começa a contratar diferente.

Escrito por Ricardo

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