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INSIGHTS RECRUTAMENTO

A promessa que a gente tinha errado

Por quase 2 anos, nossa promessa era simples: candidatos em 72 horas.

Era o headline da Catena.

Nosso foco.

Nossa identidade.

O que estava no site, no pitch, na bio.

No meio da trajetória, num processo de aceleração, alguém nos fez uma pergunta que pareceu óbvia na hora — mas que a gente nunca tinha respondido de verdade:

"Vocês já conversaram com os clientes de vocês para entender se esse é de fato o maior diferencial que eles enxergam?"

Arthur e eu olhamos um para o outro.

Fomos entrevistar.

Quase 100 clientes.

Mais de 80% das respostas não tinha nada a ver com 72 horas.

Falavam de suporte.

De estar presentes desde o início.

De ajudar a definir a vaga quando o cliente ainda não sabia exatamente o que queria.

De repensar o perfil quando o processo travava.

De montar uma oferta convincente.

De ajudar a abordar os candidatos certos do jeito certo.

De estar junto na negociação.

Em outras palavras: o que os clientes valorizavam era que a gente assumia o processo do início ao fim.

Não a velocidade.

A gente tinha ficado tão apegado ao "72 horas" porque era mensurável, era fácil de comunicar, era um headline limpo.

Mas não era o que as pessoas estavam comprando.

Tem uma lição aqui que vai além do recrutamento: é muito fácil achar que você entende o problema que está resolvendo.

Difícil é resistir à tentação de assumir que sabe — e de fato ir perguntar.

A gente também já foi vítima disso.

Essa reflexão faz sentido pra você? Passou por algo parecido na sua empresa? É só responder esse email.

Escrito por Ricardo

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