Aqui na Catena, ouvimos essa frase umas cinco vezes por semana. Em ligações, reuniões, mensagens de WhatsApp... E quase sempre vem carregada de frustração: a empresa precisa contratar, mas a vaga não anda.
Mas será que é verdade? Será que “ninguém quer trabalhar”?
O que percebemos é outra coisa: as pessoas continuam querendo, e precisando, trabalhar. O que mudou foi a régua de escolha.
O candidato de hoje não é o mesmo de 10 ou 20 anos atrás. Ele cresceu num mundo conectado, com mais informação e mais alternativas. Sabe que pode trabalhar para empresas de outros estados, outros países, muitas vezes sem sair de casa.
A vaga precisa ser competitiva
Pesquisas mostram que 6 em cada 10 profissionais no Brasil pensam duas vezes antes de aceitar um cargo 100% presencial. Quase 3 em cada 4 valorizam propósito e valores tanto quanto o pacote financeiro.
O problema é que muitas empresas, especialmente as mais tradicionais, continuam recrutando como sempre recrutaram. Mesmos anúncios. Mesmos benefícios. Mesmo tom.
Quando a empresa não fala a língua do candidato, não importa o quanto ela seja sólida. A vaga passa despercebida.
Parte do nosso trabalho é fazer essa "ponte cultural". Ajudar empresas a traduzirem sua proposta de valor para o mercado atual. Às vezes é um detalhe no anúncio. Às vezes, repensar o formato de contratação. Sempre, destacar o que realmente faz a vaga ser única.
Escrito por Ricardo